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Actividades Económicas

Neste domínio podem identificar-se pontos de interesse que se relacionam com o legado patrimonial e histórico da I República nas áreas de desenvolvimento económico e infra-estruturas, desde a indústria, comércio, comunicações, transportes, passando pelo mundo empresarial e financeiro, assim como áreas de actividade agrícola, piscatória e portuária. Os pontos localizados são representativos do tipo de actividades económicas desenvolvidas durante a I República, onde se destacam, por exemplo – e em estreita associação com o património arquitectónico – fábricas, empresas, lojas, cafés ou restaurantes criados ao longo deste período.

Associações

O processo de afirmação do republicanismo nas últimas décadas do século XIX esteve particularmente relacionado com os fenómenos de associativismo que, sobretudo no quadro da instrução e da propaganda, constituiu um importante agente de promoção do ideário republicano. Neste domínio destacam-se organismos associativos mais intimamente relacionados com o republicanismo, como é o caso particular dos Centros Republicanos, que foram sendo criados um pouco por todo o País e constituíram um importante agente de instrução e propaganda, mas também todo o património material ligado ao associativismo cultural, intelectual, artístico, desportivo e recreativo. O percurso por estes espaços permite identificar, por exemplo, clubes de futebol centenários, associações recreativas e de beneficência, grupos de teatro, sociedades artísticas ou culturais.

Escolas

Neste campo identificam-se as instituições de ensino criadas no período da I República ou associadas ao republicanismo e às propostas pedagógicas promovidas ainda antes da implantação da República. Entre os pedagogos republicanos, a Escola devia assumir-se, antes de mais, como “fábrica de cidadãos”, ideia que veio influenciar directamente a política de ensino durante a I República, pela articulação deste princípio com novos modelos educativos e institucionais. Reflexo desta política foi a criação do Ministério da Instrução Pública, em 1913, a par das reformas do ensino secundário e as alterações aos planos curriculares, o reconhecimento da utilidade pública de instituições de ensino inovadoras (como seria o caso da Escola Oficina n.º1 ou da Universidade Popular), o apoio à divulgação científica e ao desenvolvimento da Pedagogia. Foi também neste período que se procurou promover e apoiar o desenvolvimento da higiene e medicina escolar, da educação física e cívica e do canto coral, mudanças que, naturalmente, também se manifestaram na lógica de construção dos edifícios escolares.

Museus

A partir desta área de interesse pretende-se identificar os principais museus criados durante a I República ou cujo processo de criação e preservação remonta a este período, procurando deste modo destacar também a importância que o Museu e a conservação e divulgação do património assumiram ao longo deste período, não só através de um conjunto de medidas legislativas de enquadramento mas também através da própria edificação de novos espaços museológicos. Reúnem-se, nestes pontos de interesse, os museus criados durante a I República – procurando identificar a sua importância no contexto regional e nacional – observando-os quer como objecto histórico como no quadro da sua missão actual. Deste modo, destacam-se ainda núcleos museológicos e museus criados já depois da I República e que actualmente cumprem a missão de preservar e divulgar espólios e colecções associadas a este período.

Património

Nesta área reúnem-se pontos de interesse muito diversificados ligados ao património material, artístico e arquitectónico que hoje representa um importante legado histórico da I República e do republicanismo, onde se incluem monumentos e esculturas, ou que se destaca pela sua importância no contexto cultural em que se inscreve, como é o caso dos coretos, teatros e cinemas. Inclui-se também neste domínio: património científico, onde poderão destacar-se as instituições científicas, laboratórios ou espaços relacionados; património associado ao desenvolvimento social – caso dos hospitais e edifícios ou outros equipamentos da administração pública; ou ainda património ligado ao quotidiano de um modo geral, de que são exemplo os hotéis históricos, cafés e restaurantes centenários ou mesmo residências particulares que hoje fazem parte da memória histórica da I República.

Toponímia

No quadro de preservação e divulgação da memória histórica, a toponímia ocupa lugar de destaque, resultando num espaço privilegiado de memoração e homenagem a figuras de relevo político, social e cultural, quer no que se refere a realidades regionais próprias como no que diz respeito ao contexto nacional. Neste sentido é possível identificar, entre avenidas, ruas, rotundas, praças e jardins do país, a memória dos principais protagonistas da revolução de 5 de Outubro de 1910 e de outras figuras de relevo político, social, científico e pedagógico, assim como de intelectuais e artistas que marcaram a história da I República. Mas a toponímia aqui identificada permite ainda percorrer e reviver os acontecimentos mais marcantes da história deste período, ao atravessar as avenidas e ruas consagradas aos “Combatentes da Grande Guerra”, ao “5 de Outubro”, ao “9 de Abril”, aos “Defensores da República” ou aos “Defensores de Chaves”, entre tantas outras a descobrir um pouco por todo o País.